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Próxima Viagem > Outubro/2007 > Dos 8 aos 80

Lisboa

Trinta aquários gigantes com espécies de todos os mares. Uma visita tão bacana quanto andar de bicicleta sem pagar um mísero tostão

Patrícia Jota

Matéria publicada na edição 96 (Outubro/2007) de Próxima Viagem


O maior oceanário da Europa

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COM 8



O maior oceanário da Europa
Os curiosos pela vida subaquática vão se esbaldar. Tubarão-touro, peixe-morcego, roncador espanhol, estrela-do-mar de espinhos, morango-do-mar, pingüim saltador da rocha, tubarão dorminhoco, papagaio do mar... Esses são alguns dos atrativos do Oceanário de Lisboa, aliás, o maior da Europa. Fica na região mais moderna da capital - o Parque das Nações, uma área recheada de verde, que tem o Rio Tejo como vizinho. Lá dentro, o visitante percorre cerca de trinta aquários e ambientes que representam o Atlântico Norte, o Antártico, o Pacífico e o Índico Tropical. A visita é embalada pelos sons do mar. Quem preferir, pode contratar um educador como guia.

PARA OS DE 18



Passeio de bike. De graça!
O inverno está chegando. Mas a dica vale para outras estações: o Windsurf Café, na Praia de Carcavelos, funciona até a madrugada. No verão, rola música ao vivo. O bar empresta espreguiçadeiras e guarda-sóis. Outra sugestão praiana: Cascais fica colada a Lisboa, a 30 minutos de trem. No século 19, era a residência de verão do rei. Tem orla deslumbrante e uma ciclovia de 10 quilômetros que chega à Praia do Guincho, centro do windsurf. O melhor: a prefeitura empresta bicicletas aos turistas, em quiosques (no largo da estação de trem, em frente à Cidadela, e junto à Casa da Guia). Você só precisa apresentar um documento.

NOS 28



O máximo em miniaturas
Inaugurado há 21 anos, o Pavilhão Chinês continua sendo um endereço obrigatório da noite lisboeta. O espaço é cheio de atrações - objetos de arte e quinquilharias que o dono, o decorador Luís Pinto Coelho, foi colecionando no decorrer dos anos. Por isso, ao atravessar a porta de entrada, os olhos logo se perdem pelas prateleiras, teto e paredes das inúmeras salas. Incontáveis miniaturas decoram os armários: de navios, aviões e canecas. Vale sentar numa das poltronas ou sofás para tomar um drinque e praticar "dois dedos de conversa". O cardápio oferece bebidas variadas. Para petiscar, sanduíches. Os adeptos de bilhar podem jogar em uma das mesas disponíveis.

AOS 38



A aventura que termina em um bom vinho
Construído entre os séculos 18 e 19, o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa é obra grandiosa: tem 58 quilômetros de extensão e, num dos trechos, um conjunto imponente de 35 arcos - um deles é o maior arco com vão livre do mundo (65 metros de altura e 32 metros de abertura). Os mais aventureiros podem percorrer parte das galerias subterrâneas numa visita guiada. Dura meia hora. O passeio começa no Príncipe Real, um dos antigos reservatórios que hoje abriga um museu, e deságua em uma torre do aqueduto, próximo à Praça da Alegria. Ali funciona um pitoresco wine bar - o Chafariz do Vinho, com excelentes iguarias.

AOS 48



Um terraço de frente para a Lisboa antiga
O mesmo edifício onde no século 18 funcionava o sofisticado Hotel L'Europe, que recebia hóspedes ilustres como a atriz francesa Sarah Bernhardt, abriga, hoje, o Bairro Alto Hotel. São 55 quartos elegantes e vários espaços de lazer: sala de ginástica, centro de bem-estar, restaurante contemporâneo e quatro áreas de bar - um despojado, outros intimistas e vanguardistas. Bebericar no Bairro Alto Hotel é programa in. Quem marca um encontro no terraço garante, de quebra, uma vista deslumbrante da Lisboa antiga. A decoração do hotel combina o novo e o antigo e tem sempre um toque nacional - as esculturas e pinturas são exclusivas. Diária para casal de 200 a 380 euros (na baixa temporada) e de 230 a 590 (na alta).

NOS 58



Jogos, shows e boa mesa
O Casino de Lisboa (em Portugal se escreve casino, e não cassino) foi inaugurado há apenas um ano. Já se tornou programa de turistas finos e alfacinhas (alcunha para os lisboetas) endinheirados. O edifício minimalista, em linhas retas, pé-direito alto, todo de vidro preto, fica no moderno bairro do Parque das Nações. Além da diversão clássica de um cassino (são cerca de 1000 máquinas caça-níqueis e 25 mesas de jogo), o local oferece boa seleção de espetáculos (produções nacionais e estrangeiras). Para temperar a noite, três restaurantes: o Átrio, um buffet de receitas portuguesas; o Spot Lx, um salão lounge com cardápio variado; e o vanguardista Pragma, espaço-gourmet concebido nos mínimos detalhes pelo incensado chef Fausto Airoldi.

COM 68



Degustação de vinho do Porto
O Solar do Vinho do Porto é um local de culto da mais famosa bebida portuguesa. Com decoração clássica, ocupa uma das salas do antigo Palácio de Ludovic, um dos poucos edifícios que sobreviveram ao terremoto de 1755. É possível provar os vários tipos e marcas de Porto: branco, rubi, LBV, colheita, tawny e, claro, os vintage (produzidos em anos excepcionais). O cálice custa entre 1 e 30 euros. Mas, se preferir um vintage, terá de comprar a garrafa - custa de 28 a 130 euros. Para acompanhar, petiscos típicos.

AOS 80


Chá e iguarias num cenário de época
Se quer se sentir como um lisboeta, não deixe de tomar um chá na Pastelaria Versailles (foto). Fundado em 1922, o espaço mantém a decoração art nouveau. Sua fachada permanece tal e qual a original. Já as iguarias fabricadas no local ajudam a fazer a fama dessa pastelaria. Os croquetes e os queijinhos empoados são cobiçadíssimos. Compras? A Casa da Guia fica em Cascais e tem lojas de artigos de luxo, feirinha de antigüidades aos domingos, restaurantes variados e cafés acolhedores. Tudo ao ar livre. Se for hora do jantar, prove as receitas suecas do Garbos Gazebo ou renda-se ao Prazeres da Carne.

8 PROGRAMAS QUE MERECEM SER ASSINALADOS



- Comece pelo começo: do Castelo de São Jorge até o Tejo, pela Alfama dos Marinheiros. A pé, claro.
- Pois bem: tem a Torre de Belém. Como é cartão-postal, não pode faltar. Faça o retrato.
- O Mosteiro dos Jerônimos é uma beleza com exagero manuelino. Um assombro para comemorar com os pastéis de Belém, originais, bem ao lado.
- Bacalhau, sim, em qualquer tasca. E não se esqueça da ginjinha, a boa aguardente local.
- O Chiado anda ruidoso. Eis um bairro em alta, bem ao lado da Cidade Baixa.
- Além de grande variedade de obras, as livrarias de Lisboa oferecem um diferencial: títulos em português!
- Agitar? Pois tente as Docas de Santo Amaro, a Rua da Gávea ou os bares do Parque das Nações. É muito gira.
- Não há nenhum enfado em ver um show de fado. Clássicos no Parreirinha da Alfama. Mais modernos no João da Praça (que fica bem atrás da Sé).

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