Assine Próxima Viagem
Próxima Viagem > Junho/2008 > Estripulias em pleno ar

Aeroporto lotado: romance à vista

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revela que os aeroportos com altos índices de atraso e sem atrações ao redor são propícios para se dar início a uma bela história de amor

Matéria publicada na edição 104 (Junho/2008) de Próxima Viagem


Aeroporto lotado: romance à vista


Tamanho de texto pequeno medio grande

O que dizer de transformar em um interlúdio romântico aquelas maçantes horas de atraso num aeroporto lotado? Uma pesquisa feita em 37 terminais de trinta cidades americanas elegeu o aeroporto de Filadélfia como o campeão nacional para "se encontrar alguém". O tal estudo ouviu 860 pessoas entre 18 e 24 anos. Qual seria o cenário ideal? Ao contrário do que possa parecer, quanto piores as condições do aeroporto, melhor. Para começar, ele deve estar instalado em um lugar frio e sem atrações ao redor. Além disso, o aeroporto necessita de altos índices de atraso. Por fim - e, enfim, algo positivo -, precisa combinar a quantidade e a qualidade das lojas, bares e restaurantes. O aeroporto de Filadélfia, 39º lugar em pontualidade, tem isso tudo e mais: um sistema de internet wireless ruim. Por tudo isso, em matéria de, digamos, "ambiente romântico" deixou para trás Newark e JFK, em Nova York; Dulles, em Washington; La Guardia, em NY, e Port Columbus, em Columbus.

Nem todos os estudiosos, contudo, acreditam que um romance possa surgir em condições tão adversas quanto uma longa espera no aeroporto. Ouvida sobre a questão, Wendy Simonds, especialista em sociologia, sexologia e comportamento humano, da Georgia State University, revelou-se cética. "Períodos estressantes podem ser associados a conexões românticas casuais, mas suspeito que impeçam mais do que incentivem alguma coisa", analisa. "Creio que as pessoas se aproximam mais pela internet do que nesses lugares." Sendo assim, por que a tal pesquisa que associa a espera em aeroportos a romances? "Quem sabe o recente fato de começarem a revistar todo mundo sem sapatos e cintos tenha a ver com isso", sugere a dra. Simonds.

A pesquisa ainda não se estendeu aos aeroportos brasileiros. Em todo caso, é difícil pensar em Congonhas (São Paulo) como inspirador de paixões. Sobretudo, quando os procedimentos do vôo começam no piso inferior - que é abafado e desconfortável. Só mesmo uma atração instantânea e irresistível poderia fazer a química neutralizar a irritação. Já o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, melhorou muito com a sala envidraçada, de frente para a Baía de Guanabara, admita-se.

Veja mais em ESTRIPULIAS EM PLENO AR

CELEBRIDADES NO COMANDO
O CLUBE DO SEXO NAS ALTURAS
STRIP-TEASE, BRIGA E NOVELA... NA CABINE!
O RONCO VIAJA AO LADO
O MISTÉRIO DO SEQÜESTRADOR PÁRA-QUEDISTA