Aeroporto lotado: romance à vista
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revela que os aeroportos com altos índices de atraso e sem atrações ao redor são propícios para se dar início a uma bela história de amor
Matéria publicada na edição 104 (Junho/2008) de Próxima Viagem
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Nem todos os estudiosos, contudo, acreditam que um romance possa surgir em condições tão adversas quanto uma longa espera no aeroporto. Ouvida sobre a questão, Wendy Simonds, especialista em sociologia, sexologia e comportamento humano, da Georgia State University, revelou-se cética. "Períodos estressantes podem ser associados a conexões românticas casuais, mas suspeito que impeçam mais do que incentivem alguma coisa", analisa. "Creio que as pessoas se aproximam mais pela internet do que nesses lugares." Sendo assim, por que a tal pesquisa que associa a espera em aeroportos a romances? "Quem sabe o recente fato de começarem a revistar todo mundo sem sapatos e cintos tenha a ver com isso", sugere a dra. Simonds.
A pesquisa ainda não se estendeu aos aeroportos brasileiros. Em todo caso, é difícil pensar em Congonhas (São Paulo) como inspirador de paixões. Sobretudo, quando os procedimentos do vôo começam no piso inferior - que é abafado e desconfortável. Só mesmo uma atração instantânea e irresistível poderia fazer a química neutralizar a irritação. Já o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, melhorou muito com a sala envidraçada, de frente para a Baía de Guanabara, admita-se.
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