Agora, as belezas da Ásia
O arquiteto Sig Bergamin já foi tanto à Europa que o Velho Mundo se tornou "um destino comum"
Bárbara Raffaeli
Matéria publicada na edição 102 (Abril/2008) de Próxima Viagem
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O arquiteto é curioso e afirma que "viajante tem de ser assim". Ele gosta de garimpar em suas viagens. "Não consigo passar um dia todo na praia só tomando sol. Preciso sair atrás das coisas, fuçar", confessa. Assim, qualquer passeio acaba tendo uma pitada de trabalho. No momento, os destinos que estão no topo de suas preferências são os países asiáticos. No ano passado, Sig esteve na Índia, no Camboja, no Laos e no Vietnã - país, aliás, onde já teve até uma loja. "Esses lugares ainda estão para ser descobertos pelos brasileiros", diz. A inspiração para escolher um destino muitas vezes vem de uma revista de viagem, das quais revela ser fã e colecionador. "Gosto de começar a viajar antes mesmo de sair de casa. Sempre leio muito, fico olhando fotos e, quando vou arrumar as malas, já tenho uma pasta de coisas pesquisadas para levar." Ainda que continue viajando continuamente para o exterior, Sig adora percorrer o Brasil - sobretudo, a Bahia. As andanças por território nacional, por sinal, lhe renderam até um livro, o Adoro o Brasil, lançado há cinco anos pela editora A Girafa. A publicação é o resultado do garimpo de peças de artesanato regional brasileiro e traz, além de belas imagens, dicas de boas compras pelo país todo.
A melhor compra
Sig lembra-se de sua ida a Istambul, na Turquia, sempre que entra em seu quarto. Isso porque, em cima de sua cama está uma das lembranças que trouxe da viagem. Trata-se de um pedaço de suzanni, um tecido muito trabalhado, que ele encontrou "garimpando" na Grand Bazar, uma feira de rua, na cidade. "Paguei uma pechincha e é lindo", conta. "Já vi igual na França custando dez vezes mais."
O pior souvenir
Há doze anos, em sua primeira viagem para o Oriente, ainda sem experiência como globetrotter, o arquiteto comprou no Vietnã um vaso de cerâmica enorme. Passou um mês carregando o souvenir para cima e para baixo, com todo o cuidado. Por incrível que pareça, foi quando chegou em casa e abriu o pacote que, uma das alças, acabou quebrando. "Tive de restaurar toda a peça. Era muito inexperiente com as compras", brinca, lembrando que hoje em dia o que mais costuma trazer são tecidos. "São leves, não fazem volume na mala e não quebram!"
Uma roubada
Em outra de suas idas ao Vietnã, o arquiteto foi preso em Hanói por estar carregando um bowl, espécie de tigela, muito antigo e proibido de ser vendido. Tentou argumentar em francês, italiano, português e espanhol, mas ainda assim não foi suficiente. Os fiscais do aeroporto fizeram-no tirar tudo o que havia em sua mala, inclusive outras peças de cerâmica que também trazia de lembrança. A pressa para não perder o vôo era tamanha que, na confusão, quase todas as louças se quebraram.












