Petisco de primeira
Em Florianópolis, terra de ótimos camarões e frutos do mar, ostras colhidas na hora acompanham o bate-papo, a cerveja e o champanhe
Matéria publicada na edição 100 (Fevereiro/2008) de Próxima Viagem
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Foi também Florianópolis que popularizou uma iguaria considerada rara em tempos mais remotos: o camarão. Alguns anos atrás, só lá você poderia encontrar uma esbórnia gastronômica chamada seqüência de camarão, uma espécie de rodízio com o crustáceo em diferentes tamanhos e versões (os clássicos são ao bafo, ao alho e óleo e à milanesa). A refeição deixou de ser original, mas continua preenchendo muitas mesas na Lagoa da Conceição, onde surgiu.
Se hoje o aspecto dos restaurantes nos arredores da Avenida das Rendeiras não é lá muito inspirador, não desanime. A vocação novidadeira da Lagoa da Conceição inspira também outras combinações além da famosa seqüência. O bairro é reduto dos bares mais moderninhos da ilha e vários novos (e bons) restaurantes a cada temporada. Lá estão o Pulau Magik (Rua Manuel Severino de Oliveira, 644), com ares asiáticos e cozinha fusión, e o Bistrô Muito Além do Jardim (Est. Geral da Joaquina, Beco dos Surfistas, 39), com uma boa carta de vinhos.
Mas é de ostras que falávamos. Elas chegam normalmente em dúzia ou meia dúzia, cruas, para ser sorvidas com limão, ou ainda no bafo, gratinadas ou à vinagrete. Estão em quase todo cardápio de Florianópolis e de algumas cidades costeiras vizinhas. Para ter certeza de encontrá-las no ponto, vá direto aos bares e restaurantes de Ribeirão da Ilha, no sul da cidade, que concentra a maior parte das fazendas de ostras, ou aos bairros vizinhos de Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa, na costa norte. Em outubro, estão ainda mais suculentas: é o pico da safra de colheita.
A maior parte das casas que servem ostras é simples, com cara de barzão de litoral, mas não se engane pela aparência. Já se você prefere um certo glamour, prove-as no lotado (e caro) Box 32, no Mercado Municipal, acompanhadas de uma taça de champanhe. A propósito: ostra também vai muito bem com vinho branco e até mesmo com cachaça, que, aliás, também é feita na ilha . E, claro, tão boa quanto todo o resto.
NÚMERO 91: A PASSARELA DO VERÃO
Quer se sentir no meio de uma propaganda de verão, cheia de gente bonita na praia, biquínis da moda, músculos torneados e belas moças silicone-free? Anos após ano, a Praia Mole, no sul da ilha de Florianópolis, consegue se manter como ponto insuperável de beleza no verão. Boa para o surfe (daí a presença sarada) e de areias moles, ela é um fenômeno. Há quem nem se interesse muito pela badalação, preferindo seguir à esquerda para chegar à Praia da Galheta - que, com seus recantos de pedra, é mais bonita que a Mole. Em tempo: a Galheta é ponto não-oficial de nudismo e um notório reduto GLS.












