A escolha natural
Foz do Iguaçu só perde para o Rio de Janeiro em número de visitantes estrangeiros
Matéria publicada na edição 100 (Fevereiro/2008) de Próxima Viagem
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Protegida pelo gigante Parque Nacional do Iguaçu (cinco vezes o tamanho de Ilhabela), as cataratas ficam bem na divisa dos dois países. O lado argentino é dono de cerca de dois terços da área do parque, incluindo o maior salto, a Garganta do Diabo (82 metros). Mas, em compensação, a porção brasileira oferece a melhor vista. Você pode (e deve) apreciá-la dos dois lados, nas passarelas, e também do alto. Dá até para banhar-se nas cataratas.
Sim, quem quiser entra sob as quedas de Iguaçu. Num passeio chamado Macuco Safári, você embarca em botes e passa sob um dos Três Mosqueteiros, saltos que ficam ao lado da Garganta do Diabo. Todo mundo sai encharcado, claro, e de alma lavada. Mas o passeio não é só um banho: antes de vestir a capa indispensável e pular no bote, você percorre o parque de jipe, com um guia, para conhecer um pouco mais a Mata Atlântica e faz uma trilha a pé.
O Macuco Safári é uma das muitas maneiras de explorar o Parque Nacional do Iguaçu. A viagem pode incluir rapel, rafting, escalada, tirolesa, mountain biking, arvorismo e vôos. Há também o Parque das Aves, as compras em Ciudad del Leste (no Paraguai) e a visita à Usina Hidrelétrica de Itaipu, ainda a maior do mundo. Em tempo: as Cataratas do Iguaçu não são as mais altas do planeta (Victoria Falls, entre Zâmbia e o Zimbábue, na África, têm 107 metros de altura). Mas são as mais extensas: as quedas sul-americanas têm 2700 metros, com 275 saltos, contra os 1700 metros e a queda única africana. Niagara? Fica num distante terceiro lugar.
NÚMERO 58: AVENTURA NOS CÉUS DE FOZ
Ver as Cataratas do Iguaçu de helicóptero não custa tanto: são 70 dólares por pessoa para avistar, durante dez minutos, a beleza generosa do Parque Nacional do Iguaçu. Sente-se do lado do piloto para apreciar melhor a vista. Um pouco mais caro, mas muito mais emocionante, é o vôo de trike, uma espécie de triciclo com asas, ou ainda uma asa-delta motorizada. A 500 metros de altura, ele sobrevoa suavemente o Lago e a Usina Hidrelétrica de Itaipu. Mas se você quer ver Foz do alto sem desembolsar nada mais, fique do lado esquerdo do avião no vôo de ida. Se o tempo estiver limpo, haverá espetáculo.










