Longe das praias em Salvador
Nada se compara a Salvador e sua cultura. É tanta riqueza que dá até para esquecer a orla
Matéria publicada na edição 100 (Fevereiro/2008) de Próxima Viagem
|
A primeira capital do Brasil é a mais negra cidade fora da África: 74% da população declara-se de pele negra ou mestiça. A herança pode ser vista em todo lugar, na música, na comida, no candomblé, na capoeira - tudo condensado no Pelourinho, conjunto de construções dos séculos 17 e 18 da Cidade Alta. Restaurado há quase vinte anos, abriga lojas, centros culturais, cafés, restaurantes, ateliês e igrejas - entre elas, a Igreja de São Francisco, com seus 800 quilos de ouro. O Pelô lota às terças, dia de missa e do ensaio do Olodum, de outubro a março.
Na Cidade Baixa, 75 metros abaixo do Pelourinho, Salvador estica sua exuberância pela orla. Começa no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, com a capoeira de João Pequeno, segue pelo Mercado Modelo, logo abaixo do Elevador Lacerda, depois pelo Porto da Barra, pelo Rio Vermelho dos pescadores e estica até Itapuã e a Abaeté. Só não espere grandes exuberâncias na paisagem natural: praia boa para banho só ao norte, a partir do Flamengo. Mas há tanto a se ver e fazer na capital baiana que dá até para se esquecer desse mero detalhe.










