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Seis programas em território nacional, com data e local certo para acontecer

Matéria publicada na edição 100 (Fevereiro/2008) de Próxima Viagem


Em Olinda, uma festa colorida e democrática


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NÚMERO 26: O ANO-NOVO EM ANGRA


Mais do que o desfile de celebridades na Ilha do Arroz, nas mansões ou resorts das ilhas mais chiques do litoral fluminense, o primeiro dia do ano tem algo mais especial: a Procissão Marítima. Os barcos saem às 10 da manhã do dia 1º (com muita gente ainda de ressaca) do cais de Angra dos Reis, passam pela Praia das Flechas, por ilhas (como a da Gipóia) e voltam logo depois das 2 da tarde, quando a embarcação mais bonita é premiada. A animação costuma esticar até a noite. De novo.

NÚMERO 27: O CARNAVAL DE OLINDA


Difícil escolher apenas uma das festas de Carnaval no Brasil. O Rio de Janeiro tem a opulência do Sambódromo e a descontração dos blocos; Salvador esbanja energia com artistas conhecidos; Recife move multidões gigantescas. Olinda, que também tem uma energia fortíssima e um clima desencanado, entra aqui pelo seu caráter democrático. Pelas belas ladeiras da cidade histórica pernambucana, pequenos grupos de frevo, afoxé, samba, maracatu e caboclinhos sobem e descem por quatro dias, sem parar. Ou seja, não há a predominância de um só gênero. As máscaras e bonecos gigantes dão a pitada exótica - nada de luxo. E você pode pular sem sufoco a hora que quiser, onde quiser - sem as restrições de horários dos blocos ou a política dos abadás.

NÚMERO 28: A CAVALHADA DE PIRENÓPOLIS


Uma batalha entre cristãos e muçulmanos acontece todo ano no interior de Goiás. Mas nada de evocações mais recentes: a história que se conta ali lembra os embates entre católicos e mouros na Europa Medieval. Por isso, seus personagens seguem a cavalo, com vestimentas que lembram os cruzados. Sem similar no Brasil, a Festa do Divino Espírito Santo, ou Cavalhada, de Pirenópolis, começa 45 dias depois da Páscoa, com a coroação do imperador. Nos três dias seguintes, os mascarados saem pelas ruas até o ápice da festa: a luta entre doze cavaleiros de azul (cristãos) e doze de vermelho (mouros). Vale aproveitar a viagem para explorar a natureza da região. Se houver um cavalo disponível, melhor ainda.

NÚMERO 29: O DUELO DE PARINTINS


O Carnaval mais famoso da Amazônia é tão pitoresco que nem acontece durante o Carnaval, e sim no final de junho. Durante três dias, os boi-bumbás Caprichoso (de cor azul) e Garantido (vermelho) disputam o título dentro do Bumbódromo, um estádio com capacidade para 40.000 pessoas, construído para a festa. Cada boi vem com 3500 afiliados, que dançam e cantam temas de floresta, com forte herança dos ritmos indígenas. Nas arquibancadas, não dá para ficar parado. É também impossível não tomar um lado da disputa. Até a cidade de Parintins e as vilas ribeirinhas próximas, que se espremem para receber todos os turistas, são pintadas com as cores azul e vermelho. Muito disputado entre os povos amazônicos, o evento lota todo ano - por isso, é preciso se programar cedo, com pelo menos três meses de antecedência, para não perder a viagem.

NÚMERO 30: A FRANCA DO ROSA


As baleias-franca chegam à Praia do Rosa na época ideal: de junho a novembro. Nos primeiros meses, faz frio, afinal estamos no litoral de Santa Catarina. Muita gente desistiria da praia por isso, mas não quem conhece o Rosa. As charmosas pousadas de praia contam até com lareira para receber nesse período, em que é possível ver os cetáceos até das janelas de algumas delas. Os restaurantes sofisticados, de comida internacional, incrementam sua carta de vinhos. É uma época em que nada lembra os agitados meses de verão, quando a Praia do Rosa lota de surfistas, banhistas e jovens em busca de badalação - tudo de que as baleias não precisam.

NÚMERO 31: A JUBARTE DE ABROLHOS


O leve resfriamento das águas do litoral sul da Bahia convida as baleias-jubarte de julho a novembro. É um chamado da natureza: nas águas transparentes do Parque Marinho dos Abrolhos, elas se reproduzem, em ritual que inclui saltos espetaculares. O melhor jeito de vê-las é fazendo um passeio marítimo a partir das cidades de Caravelas ou Prado. A viagem de lancha leva pouco mais de duas horas ou quatro horas. Além da presença das baleias, Abrolhos é um famoso ponto de mergulho: a visibilidade passa de 20 metros e a temperatura da água não fica abaixo dos 24 graus - nem quando esfria para suas visitantes ilustres.